Votação NiP: afinal, onde é que se encontra a melhor francesinha do Porto?
As francesinhas gratinadas, como as da Yuko ou as da Locanda, popularizaram-se nos últimos anos e são distintas. O queijo, de tipo flamengo, é colocado no topo da sandes, e vai ao forno. Já no caso das francesinhas clássicas, a sandes é montada e depois segue para uma tostadeira. Nesta versão, o queijo é colocado a frio só no final, e fundido com o molho quente derramado por cima, mesmo antes de a francesinha ser servida.
A Francesinha original
Fechei a lista inicial nas que se repetiram mais vezes, juntando-lhe contendores a que reconhecia qualidade ou sobre os quais tinha informações de pessoas conhecedoras do Porto. Para quem ficou curioso sobre a história original da francesinha, podemos dizer em traços gerais que a receita foi inventada por Daniel David Silva. Este barman foi descoberto por António Passos numa das suas viagens pela Europa. O empresário simpatizou com ele e convidou-o para trabalhar ao balcão d’A Regaleira. De novo, além do espaço físico em si, há todos os equipamentos, naturalmente. “Os equipamentos são novos mas o conceito e as pessoas são os antigos”, frisa Francisco, acrescentando que, obviamente, a receita da francesinha é a mesma servida desde que foi criada, em 1952.
Podemos dizer queDaniel David da Silva, por homenagem à mulher francesa, assim decidiu o nome dasua criação. Muitas são as receitas e as formas de fazer Francesinhas, desde a qualidade das “carnes” as bebidas alcoólicas obrigatórias no molho alaranjado. Não há uma receita mas sim uma infinidade de receitas, cada uma melhor que a outra. Neste espaço vamos detalhadamente fazer a melhor receita de Francesinha testada e aprovada por Tripeiros(as). O Restaurante A Regaleira é um restaurante típico português em Lisboa. É conhecido pela sua atmosfera acolhedora e francesinhas de alta qualidade.
"A Regaleira" – onde a francesinha nasceu – fecha as portas na quinta-feira
Diz a lenda que Antônio Passos foi a França e lá conheceu um barman. E graças a este encontro fortuito que a Regaleira entrou para a história da cidade. Na França, Antônio Passos descobriu um dia um barman num hotel, achou-o extraordinário e convidou-o para vir trabalhar com ele. O barman era Daniel David da Silva, um homem que tinha saído de Terras de Bouro à procura de melhor vida. De facto, o feedback dos clientes logo na abertura não podia ter sido mais favorável.
Muitas vezes a francesinha vem com ovo por cima e é acompanhada de batatas fritas e uma cerveja gelada. Cada casa tem sua receita secreta de molho, o que faz cada versão ter personalidade. Segundo a história, a inspiração deste prato provém de uma das sanduíches mais típicas de França, o “Croque-Monsieur”. No entanto, esta ideia não pegou e teve que ser criada uma variação, com uma adaptação aos ingredientes locais e um ajuste à cultura gastronómica nortenha, para que o prato ficasse ao gosto dos locais. Por fim, terá criado o famoso molho, levemente apimentado, que cobre a iguaria e que é, sem sombra de dúvida, a alma de qualquer boa francesinha. Para uns considerada como “a invenção gastronómica do Porto no século XX”, a francesinha tem lugar de destaque na tradição da cidade e tornou-se numa das mais apreciadas iguarias da zona norte.
O Lado B é outros dos grandes da zona dos Poveiros, estatuto comprovado pelas filas regulares à entrada. Segundo os donos, aqui come-se “a melhor francesinha do mundo”. A clássica francesinha Lado B é provida de bife de alcatra vitelão, salsicha fresca, linguiça, fiambre, mortadela, restaurantearegaleira.pt queijo e regada com bastante molho. Há quem a defenda com unhas e dentes, e quem prefira a sua versão mais puritana – original dos anos 60 –, preparada com lombo de porco assado. As batatas fritas aos palitos são caseiras e chegam à mesa quentes e fartas. Esta é também uma das casas mais populares para desfrutar da versão vegetariana, que leva tofu fumado, salsicha de soja, salsichão vegetal, beringela, queijo e um molho parecido, mas não igual.
Com fiéis adeptos nos quatro cantos da Invicta, pode pedi-la logo com batata e ovo, mas o Sr. Fernando, orgulhoso purista da iguaria, recomenda que esta seja desfrutada no seu estado mais natural. Os enchidos são do Leandro, claro, mas a mortadela e o chourição vêm de Itália. Conte ainda com um bife do lombo mal passado, suculento e tenro, e um molho mais tradicional, com um toque sedoso e uma cor acobreada adquirida pelas longas horas ao lume.
O Golfinho é pequenino e acolhedor e quase passa despercebido na rua Sá de Noronha. Mas a escassez é só no espaço, porque a comida é bem servida e a simpatia dos donos transborda por todos os lados. Na carta, simples e directa, encontra francesinhas que levantam a moral num dia chuvoso, com ou sem ovo, e batatas a acompanhar. De aspecto rústico e guloso, a sandes vem regada com um molho picante e as batatas fritas enxutas são cortadas à mão e fritas na hora. No menu encontra ainda pregos no prato, cachorros especiais e bacalhau à Brás. Nas sobremesas há pudim caseiro francês feito com gemas e vinho do Porto, bolo de bolacha, mousse de chocolate, natas do céu, entre outras coisas boas para devorar.
Ao fim de 50 anos, continua a ser uma referência na cidade no que às francesinhas diz respeito. Além do restaurante original na rua Costa Cabral, com a actual gerência desde 1993, tem também outros dois espaços em centros comerciais – no Alameda e no Arrábida – e em todos eles servem francesinhas bem competentes. A clássica leva um bife da alcatra, mortadela, linguiça fresca, chourição, queijo e molho.
- A grande particularidade da francesinha aqui servida é que sai do forno com o molho a borbulhar e com o queijo gratinado, fundindo-se no fundo do prato.
- Hoje em dia não há, portanto, uma única receita da francesinha.
- Muitas vezes a francesinha vem com ovo por cima e é acompanhada de batatas fritas e uma cerveja gelada.
As conjugações, que conhecemos agora, foram-se adaptando ao que se come atualmente e são uma maneira, por parte da restauração, de dar resposta aos pedidos dos clientes. Hoje em dia, as variantes da verdadeira francesinha são muitas, mas o objectivo da Confraria é "validar a tradição e impedir adulterações". Para Amadeu, estas variações “não são francesinhas, chamem-lhe outra coisa qualquer, mas não lhe chamem francesinhas”. Segundo ele, “entende-se que haja mudanças na tradição e que esta seja ligeiramente alterada mas apenas do ponto de vista da qualidade”. Exemplo disso é o uso actual do pão de forma ao invés do tradicional molete e da substituição da mortadela por bom fiambre. Acima de tudo, é a frescura dos ingredientes e a qualidade das carnes que fazem toda a diferença.